A gestão ambiental em cemitérios e funerárias deixou de ser apenas uma exigência legal para se tornar um poderoso diferencial de mercado. Tiago Schietti pontua que empresas que adotam práticas sustentáveis com consistência e estratégia constroem reputação sólida, fidelizam famílias e se posicionam à frente da concorrência. A seguir, você vai entender como a responsabilidade ambiental pode ser incorporada à rotina operacional dessas empresas, quais são os principais desafios do setor e de que forma essa transformação impacta diretamente os resultados do negócio. Se você atua no mercado funerário e ainda não colocou a sustentabilidade no centro da sua estratégia, continue a leitura, pois este conteúdo foi feito para você.
Por que a gestão ambiental em cemitérios é um tema urgente?
O setor funerário opera em contato direto com o solo, a água e o ar, o que torna a gestão ambiental uma responsabilidade incontornável. Cemitérios mal planejados ou administrados sem critérios técnicos podem contaminar lençóis freáticos, comprometer a biodiversidade local e gerar passivos ambientais significativos para os municípios. Conforme explica Tiago Schietti, o problema não é apenas técnico, é também de percepção pública: famílias que escolhem um cemitério ou uma funerária observam, cada vez mais, como aquela empresa trata o ambiente ao seu redor.
A pressão regulatória também cresceu de forma expressiva nos últimos anos. Órgãos ambientais estaduais e municipais passaram a exigir licenciamentos mais rigorosos, planos de gerenciamento de resíduos e monitoramento de solo e água em cemitérios. Empresas que não se adequaram enfrentam multas, interdições e desgaste institucional. Por outro lado, aquelas que antecipam essas exigências estão colhendo os frutos de uma reputação construída com solidez.
O que diferencia empresas que tratam sustentabilidade como estratégia?
Segundo Tiago Schietti, a diferença entre empresas que apenas cumprem a legislação e aquelas que transformam a gestão ambiental em vantagem competitiva está na intencionalidade. Não basta instalar um sistema de drenagem ou separar resíduos. É preciso comunicar essas ações, envolver a equipe e tornar a sustentabilidade parte da identidade da marca.

As empresas mais bem posicionadas no setor têm adotado um conjunto de práticas que vão além do cumprimento básico das normas. Entre as iniciativas que geram maior impacto reputacional e operacional, destacam-se:
- Implementação de cemitérios verdes, com sepultamentos ecológicos que dispensam caixões tratados com produtos químicos;
- Uso de energia solar nas instalações de cemitérios e funerárias;
- Gestão eficiente de efluentes líquidos provenientes de câmaras frias e processos de tanatopraxia;
- Arborização planejada e manutenção de áreas verdes dentro dos cemitérios;
- Programas de compostagem de resíduos orgânicos gerados nas operações;
- Monitoramento periódico da qualidade do solo e da água subterrânea.
Cada uma dessas ações, quando comunicada de forma transparente, contribui para que as famílias associem aquela empresa a valores de cuidado, responsabilidade e respeito, atributos que pesam muito em um momento de dor e vulnerabilidade.
Como a gestão ambiental impacta a rentabilidade do negócio funerário?
Tiago Schietti explica que existe uma percepção equivocada de que sustentabilidade implica necessariamente em custos elevados. Na prática, muitas das ações ambientais mais eficazes resultam em economia operacional no médio e longo prazo. A instalação de painéis solares, por exemplo, reduz a conta de energia de forma expressiva. O reaproveitamento de água de chuva para irrigação de jardins e áreas verdes também diminui custos com concessionárias.
Além disso, empresas com certificações ambientais e laudos de monitoramento em dia têm processos de renovação de licença mais ágeis, o que evita interrupções nas operações e custos jurídicos desnecessários. Como destaca Tiago Schietti, um cemitério bem licenciado e ambientalmente regularizado também valoriza o próprio imóvel e facilita eventuais processos de expansão ou captação de investidores.
A sustentabilidade também abre portas para parcerias com prefeituras e órgãos públicos, especialmente em contratos de concessão de cemitérios municipais, nos quais critérios ambientais têm pesado cada vez mais nos editais de licitação.
Qual é o papel da equipe na consolidação de uma cultura ambiental?
Nenhuma estratégia ambiental se sustenta sem o engajamento das pessoas que operam o negócio no dia a dia. Conforme pontua Tiago Schietti, a capacitação contínua dos colaboradores é um dos pilares mais subestimados da gestão ambiental no setor funerário. Funcionários treinados não apenas executam os procedimentos corretos, mas também atuam como embaixadores da cultura da empresa perante as famílias atendidas.
Treinamentos sobre segregação de resíduos, uso correto de produtos químicos em processos de conservação e protocolos de descarte são fundamentais. Mas o diferencial está em ir além do técnico: criar uma mentalidade de cuidado ambiental que faça parte dos valores da equipe, e não apenas de um checklist obrigatório.
Sustentabilidade como pilar estratégico do setor funerário
A gestão ambiental deixou de ser opcional para cemitérios e funerárias que desejam crescer com consistência. Empresas que tratam a sustentabilidade como um valor genuíno, e não apenas como uma obrigação regulatória, constroem marcas mais fortes, reduzem riscos operacionais e conquistam a confiança das famílias em momentos que exigem segurança e credibilidade. O mercado está em transformação, e os consumidores estão mais atentos do que nunca às práticas das empresas com as quais se relacionam, inclusive no setor funerário.
Por isso, investir em gestão ambiental é, antes de tudo, investir no futuro do próprio negócio. Como reforça Tiago Schietti, cemitérios e funerárias que incorporam a responsabilidade ambiental à sua cultura organizacional não apenas cumprem com seu papel social, mas também se posicionam de forma mais competitiva, sustentável e preparada para os desafios que estão por vir.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez
