Segundo o Pe. Jose Eduardo Oliveira e Silva, toda verdade, seja descoberta pela inteligência humana ou revelada por Deus, possui a mesma origem. Por isso, a fé não teme a ciência, e a ciência não diminui a fé; juntas, ampliam a visão do mundo. Se você deseja compreender por que esses dois modos de conhecer não são inimigos, mas aliados na busca pela realidade, continue a leitura e veja esta reflexão apresenta um horizonte no qual razão, revelação e investigação se iluminam mutuamente.
A verdade como fundamento comum
A fé cristã sustenta que o universo não é fruto do acaso, mas sim de uma sabedoria ordenadora que permeia toda a criação. Essa crença fornece à ciência um alicerce robusto: se o cosmos é compreensível, então é viável estudá-lo de maneira sistemática e rigorosa. A ordem intrínseca que se manifesta na natureza não apenas provoca admiração, mas também convida à investigação profunda e ao questionamento.
A ciência, quando se mantém fiel ao seu método, não entra em conflito com a fé; ao contrário, ela se dedica a explorar dimensões que a fé reconhece como sendo obra do Criador. Assim, ambas as esferas, fé e ciência, compartilham um mesmo objetivo: a busca pela verdade.
A razão humana como dom para compreender o real
A inteligência humana não é inimiga da fé, mas caminho para o encontro com Deus. A razão foi dada para compreender a ordem do mundo e buscar respostas que ampliem a existência. A fé não anula a razão; corrige seus desvios e a conduz ao essencial. Quando razão e fé caminham juntas, surgem sínteses fecundas que enriquecem a cultura, fortalecem a ética e ampliam o sentido da vida. A hostilidade entre ambas nasce de mal-entendidos, não da realidade.
Os limites do método científico
A ciência possui método rigoroso para explicar fenômenos observáveis, mas esse método não alcança todo o mistério da existência. Questões sobre origem última, finalidade e valor transcendem o campo científico. A ciência responde ao “como”, enquanto a fé ilumina o “por quê”. A crise aparece quando um desses campos tenta ocupar o território do outro. O diálogo autêntico exige reconhecer limites e potencialidades. Quando isso ocorre, nasce compreensão harmoniosa do real.

A fé que provoca responsabilidade científica
A fé cristã inspira a ciência a servir à dignidade humana. Segundo o Jose Eduardo Oliveira e Silva, teólogo, a convicção de que toda pessoa possui valor intrínseco orienta decisões éticas em áreas como biotecnologia, medicina, ecologia e tecnologia digital. A fé impede que o progresso se transforme em ameaça. A ciência, iluminada pela verdade moral, torna-se aliada da vida e não instrumento de destruição. Assim, a fé oferece critérios que protegem a humanidade contra a tentação de manipular o que não deveria ser manipulado.
O diálogo que amplia horizontes
Quando fé e ciência dialogam com humildade, a visão humana se expande. Consoante o Pe. Jose Eduardo Oliveira e Silva, esse diálogo não busca fusão artificial, mas reconhecimento mútuo. A fé ensina contemplação, gratidão e sentido; a ciência ensina precisão, método e maravilhamento. A harmonia surge quando cada uma oferece seu melhor, sem pretender substituir a outra. A humanidade cresce quando acolhe essa complementaridade.
Dois caminhos que conduzem ao mesmo Deus
Harmonia possível e necessária mostram que a busca pela verdade é maior que qualquer divisão artificial. Fundamento comum, razão iluminada, método respeitado, ética fortalecida e diálogo fecundo, tudo converge para uma certeza luminosa: Deus se revela tanto na Escritura quanto na criação. Como resume o Jose Eduardo Oliveira e Silva, filósofo, separar fé e ciência empobrece a inteligência humana; uni-las, sem as confundir, permite que o coração contemple o mundo com admiração e responsabilidade.
Autor: Zunnae Ferreira
