O esgoto coletado é separado da água devolvida aos rios por quatro níveis de tratamento. A engenharia por trás dessas etapas integra o escopo da EBS, empresa especializada em soluções para o setor de saneamento básico. A EBS examina a evolução das estações de tratamento de esgoto (ETEs) e seu papel na proteção dos recursos hídricos e da saúde pública.
O esgoto doméstico é composto majoritariamente por água, porém carrega matéria orgânica, sólidos, nutrientes e microrganismos que devem ser removidos ou reduzidos antes do lançamento nos corpos receptores. Cada etapa do tratamento é projetada para agir sobre um conjunto específico de poluentes, e a combinação entre eles determina a qualidade final do efluente. Além da água tratada, o processo gera subprodutos como lodo e biogás, que podem ser aproveitados em rotas de valorização energética e agrícola.
Este artigo aborda o funcionamento de cada nível de tratamento, as tecnologias mais utilizadas nas estações brasileiras e os parâmetros que orientam a qualidade do efluente tratado e devolvido ao meio ambiente.
Os níveis de tratamento em uma ETE
O tratamento de esgoto costuma ser dividido em níveis sucessivos, em que cada etapa prepara o efluente para a seguinte. A sequência mais comum nas estações é formada por:
- Tratamento preliminar: grades e peneiras retêm sólidos grosseiros, e caixas de areia removem partículas minerais que poderiam desgastar equipamentos e tubulações.
- Tratamento primário: em decantadores, parte dos sólidos em suspensão se deposita por gravidade, formando o lodo primário e reduzindo a carga orgânica do esgoto.
- Tratamento secundário: microrganismos degradam a matéria orgânica dissolvida, etapa responsável pela maior parte da remoção de poluentes orgânicos.
- Tratamento terciário: processos complementares removem nutrientes como nitrogênio e fósforo, além de realizar a desinfecção do efluente quando necessário.
Nem todas as estações requerem os quatro níveis. A especificação depende das características do esgoto, da capacidade de autodepuração do corpo receptor e dos padrões exigidos para o lançamento. Para a EBS, essa análise é fundamental para o dimensionamento de cada etapa e o equilíbrio entre desempenho e custo de operação.
Tecnologias do tratamento biológico
O tratamento secundário concentra a maior diversidade de tecnologias. Nos sistemas de lodos ativados, o esgoto é submetido à aeração contínua em tanques, onde microrganismos aeróbios consomem a matéria orgânica. O lodo formado é então separado em decantadores secundários. A técnica em questão proporciona um alto índice de eficiência e demanda espaços relativamente reduzidos, um atributo valorizado em áreas urbanas onde o espaço para novos empreendimentos é limitado.
Os reatores anaeróbios de fluxo ascendente, conhecidos pela sigla UASB, são amplamente adotados no Brasil por se adaptarem bem ao clima quente, consumirem pouca energia e produzirem biogás. Com frequência, tais substâncias são combinadas a etapas de pós-tratamento, como filtros biológicos ou lodos ativados, visando alcançar maior eficiência de remoção.
Lagoas de estabilização, por sua vez, empregam processos naturais em grandes áreas e demandam operação simplificada, o que as torna apropriadas a municípios com disponibilidade de terreno. A escolha entre essas alternativas é de responsabilidade da EBS – Empresa Brasileira de Saneamento, que reúne informações sobre suas soluções em ebs.eng.br.
No momento do lançamento, o efluente deve estar em conformidade com os padrões estabelecidos pela Resolução Conama nº 430, de 2011, a qual define as condições e parâmetros, como a demanda bioquímica de oxigênio, os sólidos totais e o pH. Esse acompanhamento, realizado por meio de análises laboratoriais e monitoramento contínuo, integra a rotina técnica acompanhada pela EBS no tratamento de esgoto.
Tratamento de esgoto como proteção dos rios e da saúde
Cada etapa do tratamento adiciona uma camada de proteção aos corpos d’água, reduzindo a carga orgânica, os nutrientes e os microrganismos devolvidos ao meio ambiente. O resultado é visível na qualidade dos rios, na preservação dos mananciais utilizados para o abastecimento e na prevenção de doenças de veiculação hídrica.
A meta do Novo Marco Legal do Saneamento é que 90% da população esteja com coleta e tratamento de esgoto disponíveis até 2033. Com base nisso, novas estações de tratamento de efluentes (ETEs) devem entrar em operação nos próximos anos. Esse avanço, acompanhado pela EBS, reafirma o papel do tratamento de esgoto como uma das bases da qualidade de vida nas cidades brasileiras.
